História da Matemática

segunda-feira, setembro 04, 2006

Kelvin

Matemático e físico britânico (1824 - 1907)

O cientista que hoje conhecemos por Lord Kelvin nasceu em Belfast, Irlanda do Norte, com o nome de William Thomson. Aos 68 anos de idade, receberia o título de nobreza de Primeiro Barão Kelvin de Largs, pela grande importância de seu trabalho científico.
Aos 8 anos, Kelvin já assistia às conferências do pai, que era matemático. Ainda adolecente, escreveria seu primeiro travalho nessa área. Quando esse estudo foi apresentado na filial da Royal society (em Edimburgo, Escócia, onde então estudava), acharam mais conveniente que fosse lido por um professor mais velho, para que a platéia não se sentisse incomodada ao assistir a uma aula dada por alguém tão jovem. Com 17 anos, foi estudar na universidade de Cambridge, na Inglaterra, e ao se diplomar mudou-se para a França, onde fez sua pós-graduação.
As propriedades do calor foram um dos sistemas preferidos de Kelvin. Analisou com mais profundidades as descorbertas de Jacques Charles sobre a variação de volume dos gases em função da variação da temperatura. Charles concluíra, com base em experimentos e cálculos, que à temperatura de -273ºC todos os gases teriam volume igual a zero.
Kelvin propôs outra conclusão: nào era o volume da matéria que se anularia nessa temperatura, mas sim a energia cinética de suas moléculas. Sugeriu então que essa temperatura deveria ser consideradas a mais baixa possível e chamou-a de zero absoluto. A partir dela, propôs uma nova escala termométrica (que posteriormente recebeu o nome de escala Kelvin), a qual permitiria maior simplicidade para a expressão matemática das relações entre grandezas termodinâmicas.
Kelvin também concluiu, analisando os trabalhos do francês Carnot, que é impossível utilizar toda a energia de um sistema na forma de trabalho. Uma parte dessa energia é inevitavelmente perdida na forma de calor.
Na indústria, seus estudos colaboraram para a fabricação de melhores galvanômetros e cabos elétricos, concretizando a implatação de um cabo telegráfico entre a Europa e a América do Norte, no fundo do oceano Atlântico. (O sucesso desse empreendimento é que o levou a receber o título da nobreza.)
Foi também responsável pela implantação do serviço telefônico na Grã-Bretanha e, em 1890, elegeu-se presidente da Royal society.
Todo esse envolvimento com a ciência, no entanto, não o impediu de, no final da vida, opor-se às novas descobertas da desintegração radiativa. Ao morrer, não deixou herdeiros. Tal como ocorrera com Newton, foi sepultado com grandes honras na abadia de Westminster (normalmente reservada a figuras importantíssimas, como monarcas). Suas lápides são vizinhas.
De acordo com o site: http://www.hmat.hpg.ig.com.br